Símbolos do Município de Santarém
 
Brasão Municipal
A Lei Municipal nº 7.186, de 18 de junho de 1976, dispõe sobre a forma e a apresentação dos símbolos do Município de Santarém.

O art. 1º da Lei Municipal nº 7.186/1976 estabelece que são símbolos do Município de Santarém (PA):
a) O BRASÃO MUNICIPAL
b) A BANDEIRA MUNICIPAL
c) O HINO MUNICIPAL
A Bandeira Municipal de Santarém é de autoria do heraldista Professor Arcione Antônio Peixoto de Faria, da Enciclopédia Heráldica Municipalista e da Sociedade Etnográfica e Literária de Santarém (art. 6º da Lei Municipal nº 7.186/1976).
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O Hino Municipal de Santarém foi instituído pela Lei Municipal nº 245, de 23 de outubro de 1971, com letra de autoria de Paulo Rodrigues dos Santos (1948) e música de autoria de Wilson Dias da Fonseca (1941). O art. 18 da Lei Municipal nº 7.186/1976 incorporou a oficialização do hino, já estabelecida pela Lei Municipal nº 245/1971.
Bandeira Municipal
 
  Hino de Santarém
 
A música foi composta por Wilson Fonseca em 1941, transcrita para piano a quatro mãos em 1944, foi interpretada pela primeira vez no centenário de Santarém, elevado a categoria de cidade em 1948 já com a letra do compositor e historiador Paulo Rodrigues dos Santos, pelo maestro Wilson Fonseca e sua irmã Maria Anita. Esta marcha já havia sido tocada anteriormente, apenas instrumental, pelo grupo musical Euterpe Jazz, como tema de abertura das festas sociais no Centro Recreativo, tradicional clube da cidade. Em 1951 surge um novo arranjo a quatro mãos para piano, denominando de Fantasia sobre o Hino de Santarém onde o maestro utilizava diversas técnicas e recursos de solo. Em 1963 Wilson Fonseca compôs o arranjo para quatro vozes mistas e piano, e também quatro vozes mistas e banda. Em 1972 compôs para quatro vozes mistas e orquestra, ano em que se realizou a semana de Santarém no Teatro da Paz em Belém (PA) e lançamento do Compacto disco da primeira gravação oficial do hino gravada no Rio de Janeiro pela Orquestra Sinfônica Nacional e Coral da Rádio do Ministério da Cultura, sob a regência do Maestro Nelson Nilo Hack, com a produção executiva do Governo do Estado na gestão do então governador Fernando José de Leão Guilhon, neste compacto havia o Hino do Pará e canções de outros compositores do Estado.
 
 
WILSON DIAS DA FONSECA, AUTOR DA MÚSICA. Conhecido por Maestro Isoca, nasceu em Santarém em 17 de novembro de 1912. Musicista talentoso, com reconhecimento no Brasil e no Exterior, é herdeiro de uma tradição musical que começou com o seu pai (José Agostinho da Fonseca, 1886-1945). Escritor, poeta, pianista, historiador, memorialista, folclorista e professor, escreveu o livro "Meu Baú Mocorongo" (coletânea de 6 volumes, com quase 2.000 páginas), editado pelo Governo do Estado do Pará e lançado em 17.11.2006, data em que ocorreu a entronização do busto do compositor santareno no Aeroporto de Santarém "Maestro Wilson Fonseca" (Lei Federal nº 11.338, de 03.08.2006). Wilson Fonseca faleceu em Belém, em 24 de março de 2002, e deixou um legado de mais de 1.600 composições musicais em diversos gêneros, do popular ao erudito.
 
PAULO RODRIGUES DOS SANTOS * AUTOR DA LETRA.
Nasceu em Santarém a 10 de janeiro de 1890 e faleceu a 7 de abril de 1974. Fez seus primeiros estudos em Santarém, prosseguindo-os, depois, em Belém. Não chegou, entretanto, ao curso superior. Como autodidata, armazenou invejável soma de conhecimentos, dono que foi de uma cultura eclética e solidamente fundamentada.
Poeta de extrema sensibilidade, espalhou pelos jornais de sua terra, ao longo de sua existência, poesias de rara beleza. Colaborou intensamente nos jornais de sua cidade, quer como editorialista quer como em trabalhos assinados.
Sua obra maior é, sem dúvida, o livro TUPAIULÂNDIA, versando sobre a história de Santarém, é considerada a obra mais completa sobre a história do município de Santarém.
 
         
  Hino de Santarém
Letra: Paulo Rodrigues dos Santos (1948)
Música: Wilson Fonseca (1941)


Santarém do meu coração!
Terra mimosa, de paz e de sonhos de amor.
Santarém do meu coração!
Lindo jardim, vivaz canteiro do Céu todo em flor.
Santarém, princesa da luz,
De praias alvas e campinas verdes, rio de anil,
Onde flutuam iáras mil,
Loucas, ao léu na onda azul.
Santarém, meu jardim, meu Pará, Meu Brasil.

Flor das margens virentes,
Formosas, ridentes,
Do meu Tapajós azul
– Azul como o Céu –
Quero cantar meu torrão, Santarém,
Terra de encantos, de amor e de luz,
Onde o Cruzeiro sem véu
Espelha a sombra da Cruz
No Céu.

(Oficializado como Hino de Santarém, pela Lei Municipal nº 245, de 22 de outubro de 1971)
 
         
 
         
  Parte das informações publicadas nesta página foi nos enviada por Vicente Malheiros da Fonseca (filho de Wilson Fonseca, Maestro Isoca)